quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Ahhh o AMOR!




Eu gostaria de começar esse texto dizendo que tenho a formula para uma vida feliz e cheia de amor. Gostaria de dizer que o amor e os relacionamentos são perfeitos como nos contos de fadas, você encontra a pessoa perfeita, ela te salva de todos os seus problemas e medos te leva nos braços e assim vivem felizes para sempre. Seria muito fácil dizer isso! Seria conveniente acreditar nisso, é sempre muito conveniente acreditar em mentiras e contos de fadas. 
No entanto, não gosto de viver de mentiras, quem lê meu blog sabe que sou uma mulher romântica e não me envergonho disso, por mais que pareça piegas e démodé. Gosto de verdade nas palavras, da intensidade da paixão e da sinceridade do amor. Gosto de quem olha nos olhos e diz. “Eu te amo” com desinteresse da reciprocidade, apenas ama porque ama. Sinto em dizer, eu sou assim. Eu amo porque amo, e gosto de amar, gosto do amor. E hoje, com menos pesar, posso dizer... Eu amei e amo...  
Mas nem sempre foi assim, um dia cheguei a ficar no time do “Nunca mais amor”, o time dos desiludidos com o amor e com tudo que ele pode trazer, e acredite, o amor pode trazer muitas coisas, inclusive o desamor... Vou contar uma história, algo que vivi... 
Eu sempre me apaixonei por pessoas “erradas” que eu julgava serem as “certas”, a perfeita, ideais... E colocava toda minhas forças para que desse certo, e por mais que estivesse na cara que não daria, eu continuava me iludindo, até chegar o inevitável fim. Chorava até secarem todas as lagrimas que podiam existir, brigava com o mundo, ficava com raiva de Deus, culpava a todos, mas, não percebia que o único problema era eu. Até que um dia desisti, resolvi que o amor não era pra mim, decidi baixar as portas, fechar as cortinas, apagar as luzes e dar ordem de despejo para meu coração. Então seria o fim. 
Até que um dia, fui tentada, fui cutucada, perturbada... Meu coração queria voltar a bater, queria voltar a viver... E eu, inutilmente lutei com todas as forças... Perdi. Novamente entreguei meu coração, novamente me apaixonei... Amei e no final... Sofri. Comecei a me sentir poeta e fazer rimas de amor com dor, eu realmente me machuquei... Eu acreditava em contos de fadas e aos poucos fui percebendo que o eu castelo de vidro estava completamente despedaçado, em ruínas... Tudo que acreditava e tudo que sabia sobre “vier feliz para sempre” se resumia a momentos de paixão e euforia... Duramente descobri que eu não era uma princesa e que eu NUNCA encontraria um príncipe encartado. 
E foi assim que criei traumas, me afastando do amor, tendo medo de me apaixonar, de acreditar... E não me permitindo ser feliz... Mas, hoje percebo que, por mais medos que eu possa ter, por mais traumas que possam existir, eu não devemos desistir de nos apaixonarmos... 
 Devo, não... Devemos aprender que o amor, o verdadeiro amor é feito de desacertos, de brigas de lagrimas e de alegrias, sorrisos de toques... O amor não é perfeito... Como poderia ser perfeito algo vivido por pessoas, por seres imperfeitos? Devemos voltar a ser crianças para amar, pois, somente as crianças são capazes de amar, perdoar, esquecer.... Só sendo crianças que podemos cair e nos levantar sem nos queixarmos, ou se queixarmos... Ser efêmero como as lagrima

Bjusss


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